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Artigo: Uma viagem pelo fantástico mundo da Moda!

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POR ALINNE HARRIS*

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1Vamos viajar pelo fantástico mundo da moda? Então vem comigo! Agora toda semana você ficará por dentro desse fantástico mundo que é a modam sua história, tendências  e muito mais!.

Anos 20 – Anos Loucos

A década de 20 recebeu o apelido de Anos Loucos, foi um período de liberdade entre duas guerras, animado pelo som de uma nova e vibrante música, dotada de swing e sensualidade, que provocou impacto na plateia da época, as  Jazz Bands.

Antes do Jazz, a dança era formal e o novo estilo trazia danças coladas de cabarés, as mulheres modernas da época (melindrosas) animavam os salões com o seu charme, traduzindo um comportamento e modo de vestir nas roupas e trejeitos de artistas famosas como Glória Swanson e Mary Pickford, pois a sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentavam cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood.

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Jacques Doucet
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Coco Chanel

A mulher ficou livre dos espartilhos. Com silhueta tubular, os vestidos ficaram mais curtos com braços e costas à mostra, o tecido predominante era a seda, e as meias eram em tons de bege.

A mulher sensual não tinha curvas, com seios e quadris pequenos e a atenção era voltada aos tornozelos. Os olhos eram bem pintados, as sombrancelhas retiradas e delineadas a lápis, os lábios pintados de carmim e, a pele branca para acentuar a maquilagem.

O chapéu passou a ser usado apenas de dia e o modelo popular era o cloche, que só podia ser usado com cabelos curtíssimos (la Garçonne), embora, existissem outros modelos. A bolsa dominate na década de 20 foi estilo carteira, tanto para o dia como para noite. Com uma superfície plana permitia aplicações de bordados ou estampas.

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Os sapatos com pulseiras abotoadas nos tornozelos, originalmente foi criado para crianças, mas foi muito usado pelas mulheres da década de 20, um sapato muito popular era feito em dois tons, geralmente preto e branco. Figurinista da década de 20: Jacques Doucet: em 1927 subiu as saias para mostrar as ligas rendadas. Coco Chanel: criou moda dos cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Jean Patou: Teve o foco na criação de roupas esportivas e revolucionou a moda praia com seus maiôs.

Anos 30 – Esportes,  Vida ao ar Livre e Hollywood

Após os anos loucos, a década de 30 foi uma das épocas mais sangrentas. Neste período, Hitler ascende o cargo de chanceler na Alemanha e a queda em 1929 da Bolsa de Valores de Nova York. Os anos 30 descobriram os esportes, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Surgiram novos modelos de roupas com a popularização de esportes como o short, a partir do uso das bicicletas. Os estilistas criaram também páreos estampados, maiôs e suéteres e um acessório que se tornou moda foram os óculos escuros usados pelos astros de cinema e músicos.

O cinema foi o grande referencial de costumes. Hollywood, por intermédio de Marlene Dietrich, e de estilistas como Edith Head e Gilbert Adrian. A mulher dessa época devia ser magra e bronzeada, o modelo de beleza era a atriz Greta Garbo, com sobrancelhas e pálpebras bem marcadas com lápis e pó de arroz bem claro, os cabelos começaram a crescer.

a0603a18-8112-4b01-b1b6-149d825fe09dNa década de 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada. As saias ficaram longas, os vestidos eram longos e retos e possuíam uma pequena capa ou bolero. O corte enviesado e o decote profundo nas costas dos vestidos de festa, elegeram as costas femininas como o foco da atenção.

O corpo sendo valorizado, os seios voltaram a ter forma, e as mulheres recorrem ao sutiã e um tipo de cinta ou espartilho removível. Com a crise financeira, os fabricantes de bolsa passaram a utilizar materiais mais baratos como baquelita, uma espécie de plástico maleável, que dava um efeito cintilante, a produção, invenção e criação cultural artística foram muito intensas.

No começo dos anos 30, as bolsas mantiveram um tamanho pequeno, sem muita ornamentação, mas no final da década, gradualmente, foram ficando largas e mais sofisticadas, fabricadas com diversos tipos de couro como o de cobra, crocodilo, jacaré, bezerro, leão marinho, entre outros.

Elsa Schiaparelli
Elsa Schiaparelli
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Mainbocher

O look natural abriu espaço para as empresas de beleza produzirem as “beauty cases” (estojos de beleza) em versões sofisticadas. Em consequência a esta nova tendência, em 1935, os espaços internos das bolsas passaram a ser mais funcionais com compartimentos para maquilagem que vinham com espelho, porta batom e compartimento para dinheiro.

Em 1935, um dos principais criadores de sapatos, o italiano Salvatore Ferragamo, lançou sua marca, que viria se transformar em um dos impérios do luxo italiano. Com a crise na Europa, Ferragamo começou a usar materiais mais baratos, como o cânhamo, a palha e os primeiros materiais sintéticos. Sua principal invenção foi à palmilha compensada.

Gabrielle Chanel continuava sendo sucesso, assim como Madeleine Vionnet e Jeanne Lanvin. A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no surrealismo. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.

 

Anos 40 – 2ª Guerra Mundial e o surgimento dos chapéus

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Christian Dior

Nesta época, os conflitos armados que assolaram a década anterior chegaram ao apogeu e todas as atenções estavam voltadas para a Segunda Guerra Mundial. A silhueta era em estilo militar, o corte era reto e masculino, com casacos de ombros alcochoados angulosos e apertavam na cintura.

As saias eram mais curtas, com pregas finas ou franzidas. As calças compridas se tornaram práticas e os vestidos, que imitavam uma saia com casaco, eram populares. Em 1941, o racionamento de roupas foi estabelecido e era comum uma prática antiga, a costura feita em casa e o aproveitamento do velho, usado.

Na Grã-Bretanha, o “Fashion Group of Great Britain”, comandado por Molyneux, criou 32 peças de vestuário para serem produzidas em massa. A intenção era criar roupas mais atraentes, apesar das restrições. O corte era reto e masculino, ainda em estilo militar.

As jaquetas e abrigos tinham ombros acolchoados angulosos e cinturões. Os tecidos eram pesados e resistentes, como o “tweed”, muito usado na época. O nylon e a seda estavam em falta, fazendo com que as meias finas desaparecessem do mercado. Elas foram trocadas pelas meias soquetes ou pelas pernas nuas, muitas vezes com uma pintura falsa na parte de trás, imitando as costuras.

Os cabelos das mulheres estavam mais longos que os dos anos 30. Com a dificuldade em encontrar cabeleireiros, os grampos eram usados para prendê-los e formar cachos. Os lenços também foram muitos usados nessa época. A maquilagem era improvisada com elementos caseiros. Alguns fabricantes apenas recarregavam as embalagens de batom, já que o metal estava sendo utilizado na indústria bélica.

Nesse período surgiram muitos adornos e modelos de chapéus. Alguns grandes, com flores e véus, outros menores, de feltro, em estilo militar. A alta costura ficou restrita às mulheres de comandantes alemães, dos embaixadores e àqueles que podiam frequentar as grandes maisons.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKO artesanato se desenvolveu, com a escassêz de matéria prima, as bolsas de couro eram raras e muitas eram confeccionadas em tecido. Apesar de algumas bolsas já serem confeccionadas com o revolucionário zíper, houve uma restrição com relação ao seu uso e também com o fecho de metal, surgindo assim outros materiais como a madeira.

A partir da década de 40 os calçados começaram a ser fabricados em massa, as indústrias de calçados começam a trocar o couro por materiais sintéticos e pela borracha, os estilistas que se desdobrarem e serem muito criativos, então passam a incorporar nos calçados varias tipos de materiais antes não utilizados como: Peles de répteis, cortiça, solados de madeira presos por grampos, os ornamentos foram mantidos o mínimo necessário.

Algumas mulheres chegaram a utilizar alguns utensílios domésticos para decorarem seus sapatos de festas como o celofane e outros. zs\ Em 1947, Christian Dior lançou o “New Look”, que era, basicamente, composto por saias amplas quase até os tornozelos, cinturas bem marcadas e ombros naturais.

Era a volta da mulher feminina e elegante.

Anos 50 – Chegada da TV e a “idade de ouro”

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James Dean
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Marlon Brando

É considerada uma época de transição entre o período de guerras da primeira metade do século XX e o período das revoluções comportamentais e tecnológicas da segunda metade. Nesta época tem início a chegada da televisão em Portugal e no Brasil. O período também foi considerado a “idade de ouro” do cinema e também foi a época de importantes descobertas científicas.

Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina e glamourosa, de acordo com a moda lançada pelo “New Look”, de Christian Dior, em 1947, até a sua morte em 1957.

51b5f7a7-c2fd-42c5-9c3f-6ea21637dca2A silhueta feminina e jovial esteve presente em toda a década de 50. Com o fim da escassez dos cosméticos do pós-guerra, a beleza se tornaria um tema de grande importância. O clima era de sofisticação e era tempo de cuidar da aparência. A maquilagem valorizava o olhar e levou o lançamento de muitos produtos como sombra, rímel, lápis para olhos e sombrancelhas e delineador. A maquilagem realçava a intensidade dos olhos e a palidez da pele. Foi também o auge das tintas para cabelo, loções alisadoras e fixadoras. Os penteados podiam ser coques ou rabo de cavalos, com mechas que caíam no rosto e franja com ar de menina.

Criaram dois esterótipos nesta época, o de engênua chique encarnado em Grace Kelly e Audrey Hepburn que se caracterizavam pela naturalidade e jovialidade e o estilo sensual e fatal, como o das atrizes Rita Hayorth e Ava Gardner. Além das pin-ups americanas loiras e com seios fartos, como padrões de beleza da época Marilyn Monroe e Brigitte Bardot, que eram uma mistura dos dois estilos, a devastadora combinação de ingenuidade e sensualidade.

Na agitação de novas tendências que foram surgindo quase a cada estação, a diversificação de produtos foi revolucionando a estratégia econômica de marcas, criando por exemplo, o perfume chanel.

Rock, alta-costura, período de independências, emancipações e liberdades. Foi aqui que tudo começou. Ao som do rock and roll, a nova música que surgia nos Anos 50, a juventude norte-americana buscava sua própria moda. Assim, apareceu a moda colegial, que teve origem no sportswear. As moças agora usavam, além das saias rodadas, calças cigarrete até os tornozelos, sapatos baixos, suéter e jeans.

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Teddy-boys

O cinema lançou a moda do garoto rebelde, simbolizada por James Dean, no filme “Juventude Transviada” (1955), que usava blusão de couro e jeans. Marlon Brando também sugeria um visual displicente no filme “Um Bonde Chamado Desejo” (1951), transformando a camiseta branca em um símbolo da juventude. Já na Inglaterra, alguns londrinos voltaram a usar o estilo eduardiano, mas com um componente mais agressivo, com longos jaquetões de veludo, coloridos e vistosos, além de um topete enrolado. Eram os “teddy-boys”.

Ao final dos anos 50, a confecção se apresentava como a grande oportunidade de democratização da moda, que começou a fazer parte da vida cotidiana. Nesse cenário, começava a ser formar um mercado com um grande potencial, o da moda jovem, que se tornaria o grande filão dos anos 60.

Esta década trouxe à indústria do calçado algumas novidades: o salto agulha e novos materiais, como seja o caso do acrílico. E a utilização destes novos materiais permitiu que a criatividade dos estilistas atingisse patamares, até então, nunca sonhados.

Anos 60 – Uma década de “duas décadas”

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Audrey Hepburn

A década de 60 representou, no início, a realização de projetos culturais e ideológicos alternativos lançados na década de 50. Podemos dizer que a década de 60, seguramente, não foi uma, foram duas décadas. A primeira, de 1960 a 1965, marcada por um sabor de inocência e até de lirismo nas manifestações sócio-culturais, e no âmbito da política é evidente o idealismo e o entusiasmo no espírito de luta do povo.

A segunda, de 1966 a 1968 (porque 1969 já apresenta o estado de espírito que definiria os anos 70), em um tom mais ácido, revela as experiências com drogas, a perda da inocência, a revolução sexual e os protestos juvenis contra a ameaça de endurecimento dos governos.

Com o sucesso do rock and roll, o maior símbolo desta década foi Elvis Presley e seu rebolado frenético, e um dos filmes mais marcantes dos anos 60 foi Bonequinha de Luxo, o lançamento do pretinho básico, estrelado por Audrey Hepburn .

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As moças abandonavam as saias rodadas e atacavam de calças cigarretes, e a grande novidade na moda era a minissaia. Os tecidos apresentavam muita variedade, com estampas e fibras variadas, e houve a popularização das sintéticas, além de todas as naturais.

Numa época em que a ficção científica aparecia nos livros e filmes dos beatniks, e em que era preparada a primeira viagem a Lua, tentava-se introduzir na moda elementos de visão utópica e tecnológica. Essa moda influenciou os designer, principalmente os franceses, no desenvolvimento de peças de vestuário e acessórios com placas laminadas, e sintético prateado.

Os cortes eram retos, minissaias, botas brancas com uma visão futurista. As roupas eram psicodélicas (inspiradas em elementos da art-noveau do oriente, do Egito antigo) ou geométrico ou romântico.

As roupas unissex ganharam força e as camisolas sem gola. A mulher ousou usar roupas tradicionalmente masculinas, como smoking e a lingierie alcançou mudanças proporcionando mais conforto no uso de calcinhas e meia calça, tanto para usar com a mini saia, quanto para dançar twist.

A maquilagem foi focada ao público jovem, os olhos eram marcados e os batons bem clarinhos. As perucas estavam em moda, a preços baixos e em vários modelos e tonalidades. Os Beatles influenciaram a moda masculina no início da década, com paletós sem colarinho e o cabelo franja. Em Londres surgiram o paletó cintado, gravatas largas e botinas. A silhueta ajustada no corpo e a gola role tornou-se um clássico no guarda-roupa masculino.

A opção dos sapatos era grande, com variedade de saltos, mas o sapato de salto mais grosso. Nos primeiros anos da década de 60, as bolsas ainda eram em estilo carteira, recebendo motivos e padronagens decorativas em couro ou sintético. Algumas delas foram confeccionadas em tecido como o tweed e o tartan. O bambu e o acrílico forma muito usados para a estrutura das bolsas.

Anos 70 – Calças boca de sino e estilo hippie

Foi a época em que aconteceu a crise do petróleo, o que levou os Estados Unidos à recessão, ao mesmo tempo em que economias de países como o Japão começavam a crescer. Nesta época também surgia o movimento da defesa do meio ambiente e houve também um crescimento das revoluções comportamentais da década anterior. Muitos a consideram a “era do individualismo”.

Eclodiam nesta época os movimentos musicais do Rock and Roll, das discotecas, e também do experimentalismo na música erudita. Na moda dos anos 70 usou-se de tudo, variando de estação para estação. No início da década os hippies foram uma grande influência, utilizando diversos acessórios e tecidos, mas a paz e o amor foram cedendo lugar à música Disco.

ab5fa9ef-0bc5-4e0b-89cf-190a79285016Estilo hippie

Jeans e calças militares usadas com enormes bocas de sino, tachinhas, bordados e muitos brilhos Camurças com franjas; Estilo apache; Estilo safári; Colares de contas miçangas, bijuterias étnicas; Saias e calças de cintura baixa com cintos largos ou de penduricalhos; Estampas florais, e psicodélicos em quantidade; Roupas artesanais, materiais naturais e tinturas caseiras; Bolsas de crochê ou com franjas com alças a tiracolo; Botas de camurça e sandálias de plataforma.

Era a época dos famosos sapatos plataforma, das calças boca-de-sino, das meias de lurex, do poliéster e dos signos do zodíaco. O antigo conceito de exclusividade caducou e a massificação dominou o mercado. A criatividade aposentou o termo chic que, entre muitos outros, foi substituído por kitsch, punk, retrô.

Para os homens, deixou de ser formal e ganhou um toque colorido e psicodélico. Para as mulheres, passou a ser romântica e despojada: com cabelos desalinhados, saias longas ou curtíssimas com inspiração indiana, batas e estampas florais ou multicoloridas.

Além disso, o unissex entra na moda com suas boca-de-sino e sapatos plataforma. A moda glitter também emplacou nos anos 70: futurista, metálica e andrógina, personificada na figura do camaleão David Bowie. O “paz e amor” foi cedendo espaço à moda disco que aqui no Brasil atingiu seu ápice com a novela Dancin Days. O estilo Liberty (padronagens com mini flores) adornados com bordados eram usados tanto nas roupas como nas bolsas.

648a36b0-8e66-4b87-9827-881d292712a6As bolsas com armação de metal, e as de estilo envelope, usadas na década de 30, voltaram a ser usadas. Entre as tendências sociais que contribuíram para o crescimento da Disco Music estão o aumento de consumo de gravações musicais entre negros e hispânicos acima do consumo do público branco, além do aumento da independência financeira das mulheres, da liberação gay e a revolução sexual (conforme Jones and Kantonen, 1999).

A noite brilha: pistas de dança, Bee Gees na vitrola e roupas cintilantes dão o tom da nova onda disco, que invade o planeta. Os brasileiros se rendem à música de Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso e aos extravagantes Secos & Molhados. No cinema, Guerra nas Estrelas e Os Embalos de Sábado à Noite estouram bilheterias. Desde filmes e séries de TV, as roupas apresentavam um look completamente psicodélico, mas adequado ao pensamento e imaginação daquela época. Desde a roupa, à maquilagem, perucas, adereços, etc.

O que acabava por influenciar muitos estilistas na concepção das suas próprias roupas. Quem não se lembra do filme Barbarella, com Jane Fonda, e as suas reduzidas roupas futuristas, ou então as roupas usadas pelos tripulantes da base Lunar Alfa da série dos anos 70?

Anos 80 – Avanço tecnológico e new wave

Armani Privé
Armani Privé

A moda anos 80 (tempo compreendido entre 1980 a 1989), a New Wave (nova onda – em inglês), inspirou-se basicamente na onda da geração saúde e da febre da ginástica aeróbica. Contrariando a moda dos anos 60 e 70, onde em um vestuário da moda prevalecia roupas largas, artesanais e de inspiração indiana, nos anos 80 o uso de roupas de ginástica (lycra, sapatilha, polaina) no cotidiano, combinadas a roupas excêntricas e exageradas, com cores cítricas, estampas de animais e sobretudo muito alegres, foi sem dúvida o grande marco na moda da época.

Com todo o avanço tecnológico, a moda oitentista se baseou em tudo que era novo, moderno e eletrônico. O Japão foi um dos grandes países inspiradores da moda da época. O surgimento do stretch dava um ar futurista às roupas, mesmo assim, várias pessoas aderiam aos brechós procurando a moda do armário da “vovó”. Os cabelos aderiram um corte assimétrico, com franjas repicadas.

Muitos usavam com gel e mantiam um topete tão alto quanto conseguiam. A tintura com cores exóticas e marcantes se tornou mais frequente entre os jovens.

Mesmo com tom de constante inovação, vários estilistas preferiam manter o tom sóbrio de suas roupas, não aderindo à moda futurista. Foi como o famoso filme Saturday Night Fever. O estilista Giorgio Armani fez, com seus cortes sóbrios, a elegância de homens e mulheres que se adaptavam ao estilo clássico. Os anos 80 serão eternamente lembrados como uma década onde o exagero e a ostentação foram marcas registradas. Os seriados de televisão, como Dallas, mostravam mulheres glamourosas, cobertas com jóias e por todo o luxo que o dinheiro podia pagar.

7519d6db-a4a6-4f16-a110-62212b7969c0A moda apressou-se por responder a esses desejos, criando um estilo nada simplório. Todas as roupas de marcas conhecidas tinham seus logos estampados no maior tamanho possível. O jeans alcança seu ápice, ganhando status. E os shoppings tornaram-se paraíso dos consumistas.

Pode-se dizer que os anos 80 começam realmente em 1977, com o sucesso da música “disco” inspirados no filme Saturday Night Fever. Voltam à tona o glamour da noite e o charme do excesso e do brilho, deixando para trás o estilo hippie dos anos 70.

A  juventude trouxe de volta o que já era considerado “velho”: roupas sob medida e vestidos de baile. Os anos 80 seguem o charme e a sofisticação dos anos 60, porém com certo exagero.

Calça baggy e semi-baggy; Sandália de plástico (Melissinhas em geral); Ombreiras (tinha até sutiã de ombreira); Manga morcego; Saia balonê; Legging; Batom 24 horas (não saía da boca nem com sabão); Scarpin; Cores ácidas; Mochilas e carteiras emborrachadas; Tule no cabelo; Faixas na testa; Gola canoa; Gel “New Wave”; Polainas; Cabelos assimétricos; Relógio Champion (aquele que trocava as pulseiras); Tênis iate (tinha um da OP quadriculado que era uma febre); Tênis All Star (de todas as cores imagináveis); Franja repicada.

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Glossário, o “beabá” da Moda desde os Anos 20

 

Anos 20

Cabaré: eram estabelecimentos muito populares na França da Belle Époque, quando se constituíam na forma preferida de entretenimento das camadas sociais mais abastadas, com diversos tipos de apresentações artísticas, inclusive como a ópera.

Cloche: é um chapéu, close-montagem de mulheres; chapéu usado por “melindrosas”, no bramido de 1920

Coco Chanel: Gabrielle Bonheur Chanel, (Saumur, 19 de agosto de 1883 – Paris, 10 de janeiro de 1971), mais conhecida como Coco Chanel, foi uma importante estilista francesa e uma mulher à frente do seu tempo. As suas criações até hoje ditam e influenciam a moda mundial. É a fundadora da empresa de vestuário Chanel S.A.

Espartilho ou Corselete: é uma peça do vestuário feminino que dispõe de barbatanas metálicas e amarração nas costas. Essa peça tem como objetivo reduzir a cintura e manter o tronco ereto, controlando as formas naturais do corpo e conferindo a ele mais elegância.

Gloria Swanson: estreou no cinema, como figurante, no filme The Song of Soul, em 1914. Atuou em diversas comédias de Mack Sennett e, nos anos 1920, já era uma estrela do cinema mudo. Em 1922, atuou no filme mudo Beyond the Rocks, com Rodolfo Valentino, filme que esteve perdido durante muito tempo e só foi reencontrado em 2004, numa coleção privada na Holanda.

Jacques Doucet: (Paris, 19 de Fevereiro de 1853 – Paris, 30 de outubro de 1929) foi um designer de moda francês. Sua carreira como estilista iniciou-se quando herdou de sua mãe uma loja e fundou uma das primeiras casas de alta costura, que fabricava lingeries. Em 1895, fundou a Maison de alta costura, onde criou modelos que tornaram-se famosos pelo perfeito acabamento que dava a todas as roupas que criava.

La Garçonne: define o corte de cabelo que foi sucesso na década de 20. O efeito é de nuca batida e fios retos nas laterais, com ou sem franja.

Mary Pickford: Gladys Marie Smith, mais conhecida pelo nome artístico de Mary Pickford (Toronto, 8 de abril de 1892 — Santa Mônica, 29 de maio de 1979), foi uma atriz canadense radicada nos Estados Unidos. Co-fundadora do estúdio United Artists, ela ficou conhecida para o público como a “Queridinha dos EUA” ou a “Namoradinha da América”. Uma das primeiras canadenses em Hollywood, ao longo dos anos se tornou uma famosa feminista. Foi a segunda atriz a ganhar o Oscar de Melhor Atriz Principal, em 1930, mostrando que continuaria famosa apesar da sonorização dos filmes.

Melindrosa: Moça Elegante

Anos 30

Bolero: é um casaco curto e aberto, que cobre somente os ombros e seios e deve ser usado sobre regatas. O bolero pode ser com ou sem mangas.

Cânhamo: tecido de cânhamo é feito a partir da planta Cannabis sativa, a popular maconha. O caule possui fibras industrialmente importantes, conhecidas como cânhamo. É uma fibra mais rígida que o linho, gerando um tecido própio para bolsas, mochilas, tênis, cortinas, cordas, redes de pesca e lonas.

Corte enviesado: é um corte em viés que favorece o caimento da roupa e acompanha o sentido do fio do tecido.

Edith Head: foi uma grande figurinista em Hollywood da década de 20 até os anos 60/70 . Ela trabalhou nos estúdios da Paramount por 44 anos (depois disso foi para a Universal), concorreu a 35 Oscars e levou 8 pra casa.

Gilbert Adrian: estilista famoso, desenhou mais de 250 figurinos para guardas-roupas de atrizes dos filmes de Hollywood, nasceu no dia 3 de março de 1903 e morreu em 13 de setembro de 1959.

Greta Garbo: nome artístico de Greta Lovisa Gustafson, (Estocolmo, 18 de Setembro de 1905 — Nova Iorque, 15 de Abril de 1990) foi uma atriz sueca. Com seu talento e aura de mistério, tornou-se uma das mulheres mais fascinantes da história do cinema.

Jeanne Lanvin: 1867-1946. Estilista. Nascida na Bretanha, França. Foi aprendiz de costureira e de chapeleira. Em 1890, abriu uma chapelaria em Paris. Nos primeiros anos do século XX, as roupas que fazia para sua irmã mais nova e, depois, para sua filhinha atraíam tanta atenção das clientes que Jeanne criou cópias e lançou linhas novas, vendendo-as em sua loja

Mainbocher: 1891-1976. Estilista. Nascido Main Rosseau Bocher, em Chicago, Estados Unidos. Foi o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris.

Madeleine Vionnet: foi a primeira a utilizar o corte em viés para criar roupa. Até então esta técnica só tinha sido usada para fazer golas. Desenvolvia as suas criações num pequeno manequim de madeira, criando os cortes mais requintados a partir de formas básicas como quadrados e triângulos. Para conseguir cortar os vestidos em viés mandava fabricar os tecidos com dois metros de largura.

Marlene Dietrich: (nome artístico de Marie Magdelene Dietrich von Losch; Berlin-Schöneberg, 27 de Dezembro de 1901 — Paris, França, 6 de Maio de 1992) foi uma atriz e cantora alemã, naturalizada estadunidense. Estreou no cinema americano em 1930 com o filme Anjo Azul, com uma personagem marcante a ser o centro onde se irradiava a magia do universo filmistico de Sternberg.

Páreo: traje típico da Polinésia. É um pano estampado, com padrões florais, e se usa muito como saída de praia.

Salvatore Ferragamo: foi um artista em sintonia com o clima cultural de seu tempo. Inspirado, dedicou sua vida à arte dos sapatos. Perfumes e acessórios merecem destaque na elegante coleção do estilista, caracterizada por sofisticação, beleza, conforto e arte.

Sintético: Os tecidos sintéticos não mantêm a temperatura do corpo; não absorvem a umidade do corpo; não têm elasticidade natural; e, por não absorverem umidade, amarrotam facilmente, provém basicamente de elementos naturais e minerais, o petróleo, e o carvão mineral.

Suéter: Blusa fechada, de malha de lã.

Anos 40

Christian Dior: (1905-1957) transformou a maneira de se vestir após a Segunda Guerra Mundial e criou o estilo dos anos 50. Quando todos previam simplicidade e o conforto, ele propôs o luxo e a feminilidade extrema, copiados por mulheres do mundo inteiro.

Tweed: Tecido originariamente produzido na região de Tweed, Escócia, produzido com fios cardados de lã com duas ou mais cores, em ligamento tela ou sarja 2X2, muito usado para paletós e sobretudos.

Nylon: é o termo aplicado para um produto de origem sintética largamente utilizado em fibras têxteis, que se caracteriza pela sua grande resistência, tenacidade, brilho e elasticidade. Foi desenvolvido nos anos 30 e, hoje, nylon é o nome dado a toda uma família de fios e fibras sintéticas, chamadas de poliamidas.

Anos 50

Acrílico: Acrílico é um material termoplástico rígido e transparente; também pode ser considerado um dos polímeros (plásticos) mais modernos e com maior qualidade do mercado, por sua facilidade de adquirir formas, por sua leveza e alta resistência.

Audrey Hepburn: (Edda Van Heemstra Hepburn-Ruston) foi uma atriz belga que nasceu no dia 04/05/1929 em Bruxelas e “morreu” três dias depois (quando os médicos desistiram de reanimá-la sua mãe conseguiu fazer seu coração voltar a bater). Ainda muito criança viu os horrores da 2ª guerra mundial. Já moça mudou-se para os Estados Unidos onde decidiu fazer balé, porém ela já era muito adulta para começar. Estreou na televisão fazendo comerciais. Seu primeiro filme foi Roman Holiday (A princesa e o plebeu) onde teve uma interpretação brilhante e ganhou o oscar de melhor atriz. Além de Roman Holiday Hepburn fez outros filmes de grande sucesso como Sabrina que foi refilmado recentemente, Funny Face (Cinderela em Paris), War and Pace (Guerra e Paz), My Fair Lady (Minha querida Dama), Charade (Charada), Breakfast at Tiffany’s (Bonequinha de Luxo), e muitos outros sendo muitas vezes indicada ao Oscar.

Ava Gardner: (Grabtown, 24 de dezembro de 1922 – Londres, 25 de janeiro de 1990) foi uma atriz norte-americana do cinema clássico de Hollywood, foi indicada ao Prêmio Oscar. É considerada uma das atrizes mais belas da história do cinema, foi uma das grandes estrelas do século XX, é um dos mitos da sétima arte e está entre as 50 maiores lendas do cinema da lista do AFI. Conhecida por sua exuberante e fotogênica beleza, é lembrada como: o animal mais belo do mundo

Brigitte Bardot: nascida Brigitte Anne-Marie Bardot (Paris, 28 de Setembro de 1934) é uma atriz e cantora francesa. Conhecida mundialmente por suas iniciais, BB, é considerada o grande símbolo sexual dos anos 1960 e 70. Tornou-se ativista dos direitos animais, após se retirar do mundo do entretenimento e se afastar da vida pública.

Calça Cigarrete: são calças estreitas, que se afunilam até ao tornozelo caindo sobre ele. Podem ter ou não cinturas subidas, mas são por norma clássicas.

Grace Kelly: (Filadélfia, 12 de novembro de 1929 — Monte Carlo, 14 de setembro de 1982) foi uma atriz norte-americana, vencedora do Oscar de Melhor Atriz e um ícone da moda.

James Dean: (Marion, Indiana, 8 de Fevereiro de 1931 – Salinas, Califórnia, 30 de Setembro de 1955) foi um ator estadunidense. É considerado por muitos como um ícone cultural, como a melhor personificação da rebeldia e angústias próprias da juventude da década de 1950.

Marilyn Monroe: nome artístico de Norma Jean Baker (nascida Norma Jean Mortenson; Los Angeles, 1 de junho de 1926 — Los Angeles, 5 de agosto de 1962) foi uma atriz americana. É uma das mais famosas estrelas de cinema de todos os tempos, um símbolo de sensualidade e um ícone de popularidade no século XX.

Marlon Brando: (Omaha, Nebraska, 3 de Abril de 1924 — Los Angeles, 1 de Julho de 2004) foi um ator estadunidense, considerado um dos maiores atores de língua inglesa de todos os tempos, adepto do estilo realista de interpretação conhecido como Método Stanislavski.

Pin-up: é uma modelo cujas imagens sensuais produzidas em grande escala exercem um forte atrativo na cultura pop. Destinadas à exibição informal, as pin-ups constituem-se num tipo leve de erotismo. As mulheres consideradas pin-ups são geralmente modelos e atrizes

Rita Hayworth: (nome artístico de Margarita Carmen Cansino; Nova Iorque, 17 de outubro de 1918 — Nova Iorque, 14 de maio de 1987) foi uma atriz norte-americana de ascendência hispano-irlandesa, que atingiu o auge na década de 1940 e tornou-se um mito eterno do cinema.

Salto Agulha: pode ser considerado o campeão de preferência fetichista, mas o supra sumo desse modelo de sapato foi inventado nos anos 1950, intitulado de stilleto, foi fabricado por um italiano que criou um salto com miolo de metal, inovação que permitiu os saltos mais finos jamais imaginado.

Sportswear: do inglês – sports ( esportes ), wear ( usar ). Termo americano usado pela indústria de moda para designar as roupas de esporte e aquelas que foram adaptadas para o lazer.

Teddy boys: a subcultura mod teve início em turmas de garotos adolescentes cujas famílias eram ligadas ao comércio de tecidos em Londres. Esses primeiros mods eram geralmente de classe média, obcecados pelas tendências da moda e estilos musicais, como ternos italianos bem justos, jazz moderno e blues. Sua vida social urbana era impulsionada, em parte, por anfetaminas. É crença popular que os mods e seus rivais, os rockers, foram uma evolução dos Teddy boys, uma subcultura da Inglaterra da década de 50. Os Teddy boys, influenciados pelo rockabilly norte-americano, usavam trajes eduardianos e penteados pomposos. No entanto, não existe um contínuo histórico consistente entre os Teddy Boys e os Mods, cujas origens se encontram fora do espectro do rock and roll.

Anos 60

Art-Nouveau: a Arte Nova (do francês Art Nouveau ), foi um estilo estético essencialmente de design e arquitetura que também influenciou o mundo das artes plásticas. Era relacionado com o movimento arts & crafts e que teve grande destaque durante a Belle époque, nas últimas décadas do século XIX e primeiras décadas do século XX. Relaciona-se especialmente com a 2ª Revolução Industrial em curso na Europa com a exploração de novos materiais (como o ferro e o vidro, principais elementos dos edifícios que passaram a ser construídos segundo a nova estética) e os avanços tecnológicos na área gráfica, como a técnica da litografia colorida que teve grande influência nos cartazes. Devido à forte presença do estilo naquele período, este também recebeu o apelido de modern style (do inglês, estilo moderno).

Bonequinha de Luxo: é um filme estadunidense de 1961, do gênero drama, dirigido por Blake Edwards e com roteiro baseado em livro de Truman Capote. O clássico se passa na cidade de Nova Iorque e tem cenas filmadas na famosa loja de joias Tiffany. Apresenta Audrey Hepburn cantando Moon River, canção que faz parte da trilha sonora composta por Henry Mancini.

Elvis Presley: (East Tupelo, Mississippi, 8 de janeiro de 1935 – Memphis, 16 de agosto de 1977) foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos, sendo mundialmente denominado O Rei do Rock.

Lirismo: tem a sua primeira afirmação nacional na poesia trovadoresca, cujos gêneros principais são: as cantigas de amor (assimiláveis à poética provençal, na qual o poeta exprime uma forte admiração e submissão em relação à mulher amada)

Smoking: é um traje de cerimónia masculino, também conhecido como “black tie”. É uma roupa masculina semiformal para eventos noturnos, exigindo o uso de laço preto e casaco preto (recomendado) ou azul (muito) escuro

Unissex: roupas criadas para ambos os sexos. O look unissex surgiu quando os homens começaram a usar estampas florais e as mulheres adotaram peças masculinas

Tartan: Estampas geométricas fazem parte da história humana. Na história da moda ocidental, a origem do xadrez pode ser traçada até a Idade do ferro (700 –50 a.C.) no Norte da Europa, mas especificamente nos pântanos da Alemanha e Dinamarca. Pesquisas arqueológicas escavaram vários sacrifícios humanos, nos quais foi possível identificar as padronagens têxteis das roupas das vítimas. Estas se compunham quase exclusivamente de tecidos com padronagem xadrez em fio de lã, tecido 2X2 cruzado (em forma de losango). Os pigmentos de base vegetal davam a cor na lã, naturalmente branca. Um manto encontrado em Thorsberg, Alemanha comprova uma padronagem xadrez combinando 3 tons de azul; já a roupa de uma jovem de Lønne Hede, Dinamarca, compõe-se de saia e blusa em xadrez azul e vermelho com um barrado em xadrez vermelho e branco. A palavra Tartan significava, originalmente, “tecido de lã leve”.

Twist: “The Twist” é uma música de 1959 originalmente escrita por Hank Ballard. A música não fez sucesso na voz de seu compositor, mas 1960 Chubby Checker descobriu a canção e fez um versão cover que alcançou a primeira colocação na Billboard Hot 100 em 19 de setembro daquele ano. A música tornou popular a dança Twist.

Anos 70

Andrógino: é aquele(a) que tem características físicas e, em aditivo, as comportamentais de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence uma pessoa andrógina apenas por sua aparência, ou seja, vc não sabe se é homem ou mulher.

Barbarella: é um filme erótico de ficção científica de 1968, dirigido por Roger Vadim e baseado nas histórias em quadrinhos de Barbarella, de Jean-Claude Forest, estrelado por Jane Fonda.

Bee Gees: são uma banda pop do Reino Unido, formada por três irmãos, o mais velho Barry Gibb, e os gêmeos Robin Gibb e Maurice Gibb. Fazem sucesso desde 1966, sendo um dos quatro artistas que mais venderam discos no mundo em todos os tempos. Passaram por diversos ritmos musicais, do rock psicodélico às baladas, passando pelo country e country rock, pelo rock, pela música disco, pelo R&B,pela música Romântica, terminando no pop rock moderno. Vendendo mais de 280 milhões de discos em todo mundo.Sendo incluídos no Hall da fama de grupos vocais,no Hall da Fama do Rock and Roll,no Hall da fama dos Compositores e ganhando no total nove prêmios Grammys.O álbum “Saturday Night Fever” é o segundo álbum mais vendido de todos os tempos,recorde batido apenas pelo álbum “Thriller” de Michael Jackson.São considerados uma das maiores bandas de todos os tempos.

David Bowie: (nome artístico de David Robert Haywood-Jones, Londres, 8 de janeiro de 1947) é um músico e ator britânico, conhecido pelo seu trabalho musical nos anos 70 e 80 e pela sua alta influência no mundo da música, especificamente no rock. David Bowie já vendeu cerca de 136 milhões de álbuns no mundo inteiro. É conhecido também pela atuação em filmes como The Man Who Fell to Earth (br: O Homem que Caiu na Terra, 1975), The Hunger (br: Fome de Viver), Merry Christmas Mr. Lawrence (br: Furyo – Em Nome da Honra) e Labyrinth (br: Labirinto – A Magia do Tempo, 1986).

Estilo Apache: os Apaches são os índios mais conhecidos da América do Norte por serem um povo aguerrido e muito exposto no cinema. Eles se auto definem como Ti-neh (O Povo). Habitavam uma área enorme no lado oriental do Novo México, que também invadia o Texas e o México. Este povo orgulhoso e guerreiro se dividia em muitos grupos, sendo mais conhecidos os jicarillas, os mescaleiros e os chiricahuas, mas haviam os kiowa, white mountain, os tontos, etc. Os primeiros intrusos do território Apache foram os espanhóis, a partir de 1.500.

Estilo Safári: safári é a denominação usual para expedições de caça na selva ou na savana africana. Tradicionais “roupas para safari” cáqui, verdes e marrons, vendidos em toda a parte na África, são especialmente boas porque permitem que os usuários misturem-se ao cenário.

Jane Fonda: (Nova Iorque, 21 de dezembro de 1937) é uma atriz, escritora, ativista política de esquerda e ex-modelo e guru de exercícios físicos estadunidense. Filha do renomado ator Henry Fonda, Jane iniciou sua carreira no cinema em 1960 no filme Tall Story, ao lado de Anthony Perkins. Mais tarde, despontou como sex symbol com os filmes Cat Ballou (1965) e Barbarella (1968). Em 1971 recebeu seu primeiro Oscar de melhor atriz pelo filme Klute. Em 1978 repetiria a façanha por Coming Home.

Kitsch: no dicionário Aurélio, a Arte é a Atividade que supõe a criação, ou seja, a realidade. Na verdade Aristóteles estava mais que correto, porque nos tempos atuais a Cultura está sendo a principal vítima das mudanças da industrialização e se transformando em algo que agora podemos definir como Kitsch.A Indústria Cultural apela para a compra frequente e contínua dos produtos e para isso, incentiva o gosto pelo último modelo, as novidades, a originalidade. Foi a partir deste momento que o Kitsch passou a fazer parte e sentido no cotidiano das pessoas.

Moda Glitter: glitter estampa, a malha é estampada em quadro com o glitter na cor desejada e esta estampa leva uma camada de pasta incolor que não sai na lavagem em máquina, pois a pasta incolor a protege.

Poliéster: fibra artificial sintética, obtida de processos químicos, derivada do petróleo. O poliéster é caracterizado por ter uma ótima resistência, baixo encolhimento, secagem rápida, resistente ao amarrotamento e abrasão, baixa propagação de chamas. A principal vantagem quando comparado com as microfibras de poliamida é o custo. Sua desvantagem é o processo de tingimento, o qual requer mais calor e leva mais tempo para ter a cor fixada.

Psicodélico: tem origem grega e quer dizer “o que faz brilhar a alma”.A experiência psicodélica é caracterizada pela percepção de aspectos da mente anteriormente desconhecidos ou pela exuberância criativa livre de obstáculos.

Punk: denomina-se cultura punk os estilos dentro da produção cultural que possuem certas características comuns àquelas ditas punk, como por exemplo o princípio de autonomia do faça-você-mesmo, o interesse pela aparência agressiva, a simplicidade, o sarcasmo niilista e a subversão da cultura. Entre os elementos culturais punk estão: o estilo musical, a moda, o design, as artes plásticas, o cinema, a poesia, e também o comportamento (podendo incluir ou não princípios éticos e políticos definidos), expressões linguísticas, símbolos e outros códigos de comunicação.

Retro: termo usado para nomear tendências de qualquer período que voltem a ficar na moda

Anos 80

Calça baggy: calça de corte amplo nos quadris, cujas pernas vão se afunilando e se ajustam à altura dos tornozelos. A calça semi-baggy é uma variação da calça baggy.

Giorgio Armani: (Placência, 11 de julho de 1934) é um dos mais conceituados estilistas italianos. Fundou a sua companhia, a Giorgio Armani S.p.A., em 1974, e é hoje em dia o designer de moda independente mais bem sucedido do mundo, com uma fortuna pessoal de mais de 4 bilhões de euros.

Legging: calças justas de material elástico, e disponíveis em todas as cores e estampados. Desfrutam de um lugar privilegiado na moda feminina desde o final dos anos 80.

Manga Morcego:manga muito larga que forma uma espécie de triângulo que acaba ao nível do cotovelo, mas podem igualmente ser compridas (vindo a apertar até chegar ao pulso). Lembram os morcegos quando se levantam os braços daí o seu nome.

Moda Futurista: o futurismo é um movimento artístico e literário, que surgiu oficialmente em 20 de fevereiro de 1909 com a publicação do Manifesto Futurista, pelo poeta italiano Filippo Marinetti, no jornal francês Le Figaro. Os adeptos do movimento rejeitavam o moralismo e o passado, e suas obras baseavam-se fortemente na velocidade e nos desenvolvimentos tecnológicos do final do século XIX. Os primeiros futuristas europeus também exaltavam a guerra e a violência. O Futurismo desenvolveu-se em todas as artes e influenciou diversos artistas que depois fundaram outros movimentos modernistas.

Moda New Wave: se caracterizava pela “suavização” do estilo punk, dos anos 70. Ela começou bem ao lado do movimento, mas acabou dando asas ao grande e inovador estilo oitentista. O estilo New Wave engloba toda a música, artes e costumes que fizeram parte da década.

Polaina: é uma peça de roupa, que geralmente é de lã, que se usa por cima do sapato, cobrindo o peito do pé.

Scarpin: é o sapato feminino propriamente dito. Por definição, sapato é o calçado que esconde os dedos do pé e é fechado na parte de trás (parte posterior). O scarpin pode ter bico fino, arredondado (“sapato de boneca”) ou quadrado. Um scarpin deve ter salto. A medida é de no mínimo 4 cm e, se o salto for maior do que 10 cm, o scarpin passa a ser chamado de stiletto

Stretch: palavra inglesa que significa esticar. É aplicável a tecido com elasticidade obtida através de filamentos de poliéster texturizado ou de fibras. Obtido a partir da II Guerra Mundial graças ao desenvolvimento das fibras sintéticas.

Saia Balonê: balonê: modelagem de peças onde a barra vira para dentro dando volume à roupa.

Topete: é o estilo “semi-moicano”, com volume e muito charme

Na próxima semana vamos embarcar nos anos 90, 2000. Até lá!

*ALINNE HARRIS é apaixonada por moda e sempre atenta às tendências e coleções e escreve todas as sextas-feiras aqui na Travel for Life / Variedades.

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